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LORD DYING
Poisoned Altars
(Relapse Records / 2015)
https://www.facebook.com/LordDying

As coisas já não são como eram há uns anos atrás e, hoje em dia, definir o som de uma banda pode-se tornar uma verdadeira tarefa de dimensões avultadas. Tenta-se simplificar as descrições porque, bem vistas as coisas, tudo não passa de rock ‘n roll ou, neste caso específico, de heavy metal. Apesar de tudo, dizer apenas que os LORD DYING tocam heavy metal seria reduzir tudo ao denominador mais comum, uma vez que a música que apresentam neste seu segundo album tem as suas raízes em mais territórios diferentes e brinda-nos com sonoridades próprias de outras cenas, o que talvez traduza bem a imagem sonora que a banda de Portland quer deixar.

“Poisoned Altars” não é o vosso típico disco de heavy metal, clássico, que vive nas imediações e na sombra de nomes do Olimpo metaleiro. Os LORD DYING não soam a Judas Priest, nem a qualquer outra banda vinda dessa safra de nomes que estabeleceram o caminho para décadas de música. São os frutos dessas décadas que esta banda colhe e devolve nos seus temas. Não deixa de ser heavy metal, mas depende muito mais do peso e do volume dos seus riffs. É tudo muito mais massivo, mais denso. Fundem-se aqui os caminhos que os trazem das redondezas do doom clássico e que os conseguem aliar a alguns momentos que cheiram a hardcore (‘Sucking at the Teat of a She-Beast’), mas que não o são. Este é o caminho que os leva, lado a lado, com nomes como High On Fire, Crowbar ou Red Fang, por exemplo, com o próprio Aaron Beam a colaborar no tema ‘An Open Sore’!

Os trinta e cinco minutos de “Poisoned Altars” podem não conter a mesma quantidade de momentos memoráveis presentes em alguns dos trabalhos dos seus pares, mas não deixa de ser um album bastante forte dentro do género e se existem coisas que são sempre bem vindas são albuns fortes!

[análise e texto: Rui Marujo]