[review] KONAD – Irae Dei (2015)

KONAD - Irae Dei (2015)

KONAD
Irae Dei
(independente / 2015)
https://www.facebook.com/konadband

Tive a oportunidade de assistir ao nascimento dos KONAD e ainda que não tivesse estado presente na sala de parto, há uns bons vinte anos atrás, esta é uma daquelas bandas que também posso considerar um pouco minha, pois pude assistir aos seus primeiros passos, naqueles primeiros dias em que respondiam pelo nome Konad Moska e fui depois assistindo à forma como ela foi crescendo a pouco e pouco, com as suas ocasionais interrupções, até aos dias de hoje, em que a vontade de dois dos seus fundadores a fez chegar a este milénio com energia e formação renovadas e com o bónus de terem um novo album a circular.

“Irae Dei” é o segundo longa-duração desta banda nacional e regista os KONAD num momento em que as influências do crust-punk estão mais presentes do que nunca. É óbvio que a sonoridade adoptada não bebe apenas dessa fonte, havendo espaço mais que suficiente para que algumas viradas mais próximas do thrash metal também possam surgir, mas podemos afirmar confiantemente que é a lei do d-beat que governa actualmente o reino de KONAD.

Comparativamente ao disco anterior, “Café Beirute” (2012), os ribatejanos parecem soar mais compactos e com um ataque mais poderoso. O facto de Kampino ter assumido definitiva e unicamente o papel de vocalista pode ter ajudado na forma como esta nova formada de temas se foi construindo à volta de uma atitude mais madura e in-your-face e a produção do sueco Magnus Andersson contribuiu positivamente para que o resultado final se revelasse num album que soa bem do princípio ao fim, com uma variedade de tempos suficientemente equilibrada para manter a dinâmica num bom nível e com riffs que ficam colados ao ouvido durante bastante tempo.

Ao longo dos 14 temas deste album existem muitos bons momentos e quando falamos de discos assim torna-se difícil de destacar apenas esta ou aquela música, mas não tenho dúvidas de que temas como ‘Necroritual’, ‘Um Veneno’ ou ‘Crimes de Guerra’ funcionem muito bem ao vivo. Aqui em casa sei bem o que fazem. Em poucas palavras, “Irae Dei” está um disco do caraças!

(texto: Rui Marujo)

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