[review] ONIRISM – The Well Of Stars EP (2016)

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ONIRISM
The Well Of Stars EP
(independente / 2016)
https://www.facebook.com/Onirismband

Se quisermos acreditar em todas as coisas que são escritas na informação que normalmente acompanha as promos que vão caindo na nossa inbox, poderíamos não ouvir um único minuto de música, correr para o processador de texto e divagar em como todas as bandas estão a ‘fazer a sua cena’, a originalidade abunda e todos os lançamentos são fenomenais e a coisa mais pesada que saiu nos últimos anos. Ainda que por vezes todos estes factores possam ser abordados de uma forma constructiva, noutros casos estamos apenas perante estratégia de marketing e promoção. Faz tudo parte do jogo.

A realidade de ONIRISM não parece estar muito à altura daquilo que os seus textos de promoção pretendem propagar. Mas para ser honesto, estamos a falar de uma realidade sonora que apenas me chegou na forma deste “The Well Of Dreams EP”, não estando portanto na posse do trabalho que foi criado com o primeiro disco, “Cosmic Dream”, editado no início deste ano. Mas, apenas com base nos temas deste EP, o primeiro pensamento que nos assalta é de que este projecto não soa muito a Black Metal Sinfónico, nem é assim tão dinâmico quanto o querem vender. Épico, sem dúvida. Com as suas inclinações atmosféricas, declaradamente.

No meu entender, a mera utilização de teclados e partes instrumentais utilizando semelhantes sonoridades não é suficiente para tornar uma banda ou, neste caso, um disco, num exemplo de composição sinfónica. Tem que existir muito mais que isso. Tem que existir um trabalho de envolvência que torne esses mesmos segmentos em partes integrantes da história encarnada na música. Não é bem isso que ouvimos aqui. Principalmente, não é isso que se sente.

Colocando de parte esta última consideração, o que se pode ouvir de ONIRISM neste EP não está longe de muitas bandas que se passeiam pelos meandros do Black Metal Épico. Existe ênfase na melodia e na forte conotação emocional que parece sempre querer soltar amarras em cada frase cantada/gritada. Não surpreendendo, nem quebrando de forma alguma os habituais parâmetros do género, não deixa de ser um disco em cujos temas nos podemos facilmente embrenhar, mesmo tendo em consideração que nenhum deles marca menos de 6 minutos e 50 e que dois deles são instrumentais que, à parte de possuírem algum tipo de cunho mais pessoal, poderiam muito bem ter sido deixados de parte.

(texto: Rui Marujo)

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